Grande surpresa para os brasileiros. A gigante asiática de e-commerce Shein fechou parceria com duas grandes empresas de tecidos de Minas Gerais, a Coteminas e a Santanense.
A Springs Global, controladora das fabricantes brasileiras, divulgou o acordo em um comunicado oficial. Essa parceria é um passo importante para a Shein expandir sua atuação no Brasil e ter fornecedores locais.
O acordo entre a Shein e as companhias mineiras envolve o financiamento da varejista asiática para “reforço de capital de trabalho” das fabricantes brasileiras.
Além disso, estão previstos contratos para exportação de “produtos para o lar” e esforços para que 2 mil dos confeccionistas das empresas brasileiras passem a ser fornecedores da empresa, visando atender o mercado local e regional.
Produção da SHEIN
Segundo a Shein, o objetivo é fornecer tecnologia e treinamento a fabricantes brasileiros para que eles atualizem seus modelos de produção e adotem um formato sob demanda da companhia asiática.
Na prática, isso significa investir no Brasil e transformar o país em um polo sofisticado de produção têxtil e de exportação para a América Latina.
A empresa de e-commerce ainda afirmou que pretende nacionalizar cerca de 85% de suas vendas no Brasil até o final de 2026, incluindo fabricantes e vendedores regionais em sua cadeia de fornecedores.
Empresa e Governo
Além do investimento na indústria têxtil brasileira, a Shein também se comprometeu a aderir ao plano de conformidade da Receita Federal e normalizar as relações com o Ministério da Fazenda. Essa ação visa garantir condições competitivas e igualitárias para varejistas nacionais e internacionais no país, sem prejudicar empregos e lojas do varejo brasileiro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que o plano de conformidade seguirá exemplos de países desenvolvidos e adotará o conceito de “digital tax”, um imposto digital. Com isso, o consumidor estará desonerado de qualquer tributo adicional ao comprar, pois a tributação será feita pela empresa e não repassada ao cliente.


