Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) estão trabalhando na criação de um novo projeto de lei com uma nova proposta de taxação. A ideia é criar o Imposto sobre Propriedade de Armas de Fogo (Ipaf), que indicaria uma alíquota de 20% e deverá ser pago anualmente pelas pessoas que possuem estes itens em casa.
Segundo os deputados, o princípio da criação do projeto é usar todo o dinheiro arrecadado com esta nova tributação para o combate à violência nas escolas. Nas últimas semanas, o país presenciou alguns ataques fatais contra crianças, que acabaram causando temor em milhões de pais ao redor do Brasil.
O autor do projeto em questão é o deputado federal Alencar Santana (PT-SP). Ele disse em conversa com colunistas do jornal Folha de São Paulo que o texto final da proposta ainda não está pronto, mas que deve entregar toda a documentação ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) em breve.
“A arma, assim como um veículo, por exemplo, possui registro do proprietário, e o Estado também deveria taxar porque é um bem”, disse o deputado. “Ao mesmo tempo, nós precisamos estimular a cultura da paz. Se alguns se acham no direito de ter uma arma, que eles também contribuam para a cultura da paz que precisamos propagar no país”, seguiu ele.
Projeto vai retirar a arma do cidadão?
Nas redes sociais, algumas pessoas que possuem arma de fogo em casa disseram que o projeto tem o potencial de tirar a arma do cidadão. Contudo, o deputado federal disse que não há nenhum trecho da lei que faça esta proposição.
“Estamos dizendo que quem tiver, tem que pagar (o imposto). Se quem tem uma moto, um veículo, tem que pagar pela propriedade, por que quem tem uma arma, que precisa ter o controle de propriedade, não tem que pagar?”, questionou o deputado federal.
De todo modo, segundo informações de bastidores, um dos trechos do projeto que ainda será entregue indica que a Polícia Federal (PF) poderá realizar vistorias periódicas nas armas. Em caso de qualquer irregularidade, o portador poderia ter que pagar uma multa.


