O Senado Federal aprovou nesta semana um projeto de lei que visa acabar com a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre transporte de mercadorias. De acordo com a votação oficial, 62 senadores votaram pela aprovação do texto, que agora segue para a Câmara dos Deputados.
O PLS 332/2018 é de autoria do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, e foi relatado pelo atual senador Irajá (PSD-TO). Em regra geral, a proposta deve beneficiar sobretudo as varejistas brasileiras que não devem mais se preocupar com a incidência deste imposto específico.
O que diz o projeto
De um modo geral, o projeto aprovado no Senado Federal estabelece que nenhum estado pode cobrar o ICMS sobre mercadorias que saem do depósito de uma determinada varejista de uma unidade da federação para um outro depósito localizado em outra unidade da federação, mas que pertence ao mesmo grupo da varejista.
Imagine, por exemplo, que a empresa Marisa precisa transportar algumas peças de roupa do Rio de Janeiro para São Paulo. Em alguns casos, a marca poderia ter que pagar algum grau de ICMS de acordo com as regras paulistas. Com a mudança, ela não vai mais precisar se preocupar com o tributo.
De acordo com a justificativa do projeto, é muito comum que fiscais das Secretarias Estaduais de Fazenda cobrem o ICMS no exato momento da transferência. Normalmente, as empresas precisam fazer este movimento de envio sobretudo de estoques entre a matriz e as filiais.
O argumento do relator
O Senador Irajá defendeu a aprovação do projeto, e argumentou que o texto estaria corrigindo uma injustiça com as empresas brasileiras. Além disso, ele afirmou que da maneira como o sistema de cobrança funciona hoje, as varejistas estariam sofrendo com aquilo que ele chamou de bitributação.
“É uma matéria extremamente importante ao país, aos estados brasileiros, porque ela vai uniformizar o entendimento do Supremo Tribunal Federal, na ADC 49, onde o próprio Supremo veda a cobrança de ICMS entre os mesmos estabelecimentos que estão em estados diferentes”, disse o senador Irajá.



